Home Contec Online 2011 Fevereiro 2011 Inf.11/173 – O PIB brasileiro cresce 7,5%, com mais arrocho tributário e sem melhorar os ganhos salariais da base da pirâmide

Inf.11/173 – O PIB brasileiro cresce 7,5%, com mais arrocho tributário e sem melhorar os ganhos salariais da base da pirâmide

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Tem governante e banqueiro rindo à toa. Os governantes, especialmente os vinculados ao governo federal, comemoram crescimento do “pibão” de 7,5% em 2010. Os banqueiros, como sempre, contam as montanhas de dinheiro que seus bancos lucraram em 2010. Do qual repassaram parte a titulo de PLR para os bancários. Mas só o fizeram depois de muita negociação, insistência e pressão da CONTEC e Sindicatos.

Entre as razões para se comemorar o “pibão” está o fato de ser o maior crescimento do PIB desde 1986, aponta IBGE. Estamos bem na fita. E já somos considerados a 7a. economia mundial.

Mas ao olharmos para os impostos que pagamos, a euforia acaba sendo comprometida. A carga tributária brasileira cresceu significativamente em 2010, atingindo 35,04% do PIB, o que representa um aumento nominal de arrecadação de R$ 195,05 bilhões em relação a 2009 (17,80%). Os dados estão no estudo divulgado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – IBPT.

E se analisarmos os reflexos deste avanço no PIB, o arrocho tributário e a variação de renda dos trabalhadores vamos ter outra surpresa desagradável.

Levantamentos realizados pela Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios, Pnad, do IBGE, revela que os 10% da população ocupada com rendimentos mais baixos detiveram, em 2008, 1,2% do total de remunerações de trabalho, praticamente o mesmo patamar observado em 2007 (1,1%). Os 10% com rendimentos mais elevados responderam, em 2008, por 42,7%, pouco menos do que os 43,3% observados em 2007.

O que mostra que a concentração de renda continua na mesma. Ou seja, todo o avanço positivo do PIB, dentro de um contexto de grande arrecadação tributária, teve poucos reflexos nas contas dos trabalhadores que ganham menos no Brasil.

E olha que a transferência de renda para os cofres públicos foi significativa. Segundo o IBPT, nos últimos dez anos os governos (federal, estaduais e municipais) retiraram da sociedade brasileira R$ 1,85 trilhão da riqueza gerada no País. Um dinheirão recolhido aos cofres públicos, mas pessimamente aplicado na Educação, na Saúde e na Segurança Pública.

O que nos faz repensar se o atual aumento do “pibão” de 7,5% é para realmente ser comemorado. E por quem? Com certeza pelos banqueiros e governantes que estão com seus caixas mais reforçados.

Mas o que esperar dos 10% dos trabalhadores que continuam a levar salários irrisórios para casa? E serem obrigados a conviver em ambientes sem investimento em infra-estrutura, sem acesso à Saúde e à boa Educação para suas famílias.

Da Redação da Contec

 

Diretoria Executiva da CONTEC

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